CURSOS DE REIKI EM TRIUNFO – 2015

REIKI NÍVEL I:

Data: 05/09/2015, sábado

Horário: 09h30mim às 18:00.

Investimento: R$165,00 (incluso material e certificado com registro da OSCIP).

REIKI NÍVEL II:

Data: 27/09/2015, domingo

Horário: 09h30mim às 18:00.

Investimento: R$175,00 (incluso material e certificado com registro da OSCIP).

Veja os benefícios do reiki: https://floresdaalmacentrodeyoga.wordpress.com/2014/02/15/reiki/

REIKI NÍVEL III:

Data: 22/11/2015, domingo

Horário: 09h30mim às 18:00.

Investimento: R$185,00 (incluso material e certificado com registro da OSCIP).

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ESTÁGIOS DA CONSCIÊNCIA

A consciência é uma só, mas ela se manifesta em vários níveis. Quando a consciência se manifesta, cada nível tem uma freqüência de onda diferente. Tudo no universo está em movimento, em constante vibração, o que significa que tudo se inter-relaciona através de uma vibração característica.
Como todos os sete estágios da consciência estão presentes no ser humano, a questão não é em que estágio ele está, mas em qual ele está funcionando AGORA. Qual está sendo a sua possibilidade AGORA. Porque num próximo momento você pode estar funcionando a partir de um outro prisma de consciência.
Nós todos flutuamos por esses estágios. Num dia só podemos estar uma hora com medo de não ter dinheiro no futuro e não ter onde morar (o medo do primeiro estágio), e depois de uma hora ter medo de ficar sozinho (o medo básico do segundo estágio), e mais adiante ter medo de perder o controle da vida ou uma profunda falta de confiança diante de tudo (terceiro estágio).
Esse artigo é só para brincar com esses conceitos e ver como a nossa mente reage diante dos outros e dos acontecimentos. Em cada nível a mente percebe o mundo de uma maneira. Aquele que vê o mundo com os olhos do amor e da compaixão abriu seu coração, e está funcionando do quarto nível para cima, muito diferente da pessoa que está só com medos da vida, sentindo-se separada de Deus, desamparada e solitária. Mas são apenas níveis mentais, não são realidades fixas.
Sempre a questão é: Quais os meus níveis preponderantes? Quais os meus níveis habituais? É apenas para isso que ajuda falar desses níveis. E para notarmos que cada um deles é natural acontecer. O universo é inteligente. Você já notou que seu cabelo cresce sem você controlar? E que sua unha cresce, seu sangue circula, sua respiração acontece, sem você escolher? O universo é mágico e surpreendente. Quantas coisas estão acontecendo e não sendo feitas por nós, seres humanos. Por que nós achamos então que podemos controlar tudo que acontece ao redor?
Cada nível tem sua função e é perfeito em si mesmo. Nós somos os vários níveis. Nós precisamos conhecer bem alguns níveis, pois todos são importantes na evolução da consciência.
Não é uma questão de que você não deveria ter medo. Nós precisamos sentir medo para então conhecermos o seu oposto. O oposto do medo é o Amor. Como o branco pode ser conhecido sem o preto? Como o baixo pode ser conhecido sem o alto? Como o alegre pode ser conhecido sem o triste? Como o sucesso pode ser conhecido sem o fracasso? Se você não tem o contraste, não pode conhecer. Sem os três primeiros níveis de consciência, não é possível conhecer os demais. É do carvão que nasce o diamante.

Os sete níveis ou estágios:

O primeiro estágio da consciência humana é caracterizado pela sobrevivência. Um teto onde morar, algo para comer. É a base para a formação do ser humano. Um corpo sadio e saudável.
O segundo estágio da consciência é caracterizado pelo desejo de sexo e poder. O desejo de dominar, competir, e o sexo pelo sexo. Não há encontro de dois seres, apenas o encontro de dois corpos. Se para preencher seu vazio a pessoa precisa estar sempre no controle de tudo, ela estará funcionando a partir do segundo nível de consciência. A mente vive sob o império do medo neste estágio. Medo de perder o controle. Medo de não possuir o outro. Medo de perder o poder.
O terceiro estágio tem como marca os relacionamentos. Um relacionamento mais profundo que no segundo estágio, porque agora, além do sexo, há ternura, carinho, amor, atenção e cuidado. É claro, há também posse, controle, inveja, ciúme e infinitas possibilidades a mais que o segundo estágio. A grande maioria dos relacionamentos de amor que conhecemos se comporta dessa maneira: marcante troca de sentimentos que variam de bons a ruins.
O quarto estágio é o Amor. Aqui a consciência humana experimenta o Amor. Este amor não é uma alternância entre amor e ódio. É um Amor, com letra MAIÚSCULA. Neste nível funcionamos numa entrega à vida. Este é o chamado chacra do coração. Você vê a vida como um milagre vivo. Há vislumbres do amor que as pessoas são, porque quando a mente está funcionando neste quarto nível de consciência muitos problemas e dificuldades desaparecem.
Há um engano de que podemos mudar os nossos problemas. Os problemas não desaparecem. Na verdade o que acontece é que você funciona em outro nível de consciência. É como um filme. Às vezes é aventura, outras é drama. O que muda é o filme. A percepção de tudo muda.
Quando a percepção da mente muda, tudo é visto de uma outra forma. Porque o mundo e a vida são o conjunto de crenças e sentimentos pessoais que temos sobre o mundo e a vida. Aquilo que penso ou sinto é minha percepção. Mas há outras maneiras de sentir e ver as mesmas coisas.
Mas o quarto nível é muito frágil. Nele ainda é fácil se identificar com os problemas e conflitos dos três primeiros níveis.
Os estágios são regidos por sentimentos e pensamentos: medo, amor, culpa, ansiedade, leveza … Estes são os filmes, o que diferenciam um nível da mente para outro.
Mas quem é você neste caso? Um nível da mente ou aquele que percebe que os níveis mudam?
Se você percebe que os níveis mudam e que você está se identificando ora com um, ora com outro, note que a mudança de foco criará uma nova percepção em você. Se você é aquele que vê o filme, aquele que nota que os níveis mudam, você é a pura consciência que vê.
Essa pura consciência que vê chamamos de observador. A meditação é o início desse novo ponto de vista.
No quinto nível vibratório da mente você nota que há um observador que se identifica com a mente. Ou seja, você percebe que há algo em você que observa e que não é aquilo que observa. Este observador foi chamado por algumas religiões de Espírito Santo.
Quando você percebe que este observador é você, e você não é quem você pensava que era (o ator dos 3 primeiros níveis), então você está tomando consciência do quinto nível, que é pura observação sem julgamento, pois não há conceitos a serem julgados neste nível.
O quinto nível vê os 4 primeiros níveis sem julgar, comparar, analisar, comentar, opinar, usar lógica ou argumentar. O quinto nível é pura observação. É a prática da meditação em essência. Os buscadores aprendem a observar os pensamentos, sentimentos e sensações corporais sem julgar “bom ou mau”, e a isso chamam de meditação.
Quem julga são os quatro níveis primeiros – A MENTE CONSCIENTE, que está sempre em comparação. É o nível do ego ativo. Se você apenas nota a mente julgar, você aprende devagar a separar o julgador, do observador que percebe o julgador.
Quando aprendemos que quem está julgando é sua mente e que o quinto nível é puro silêncio, e cheio de amor, percebemos que pensamentos e sentimentos só incomodam quando nos identificamos totalmente com eles. Aprender a se desidentificar dos pensamentos e sentimentos passados é meditar. Os pensamentos e sentimentos estão lá, mas não são mais controlados pelo ego. E um milagre acontece: toda aquela energia que estávamos colocando para fora é guardada dentro. É por isso que as pessoas dizem que a yoga e a meditação ajudam a conservar energia. A mente fica mais clara e deixa de criar problemas desnecessários.
Dizem os sábios, que os sexto e sétimo estágios são experienciados pela graça divina. “Você não pode fazer nada para alcançar a iluminação”, dizia Buda. Porque a iluminação é uma entrega total a Deus.
Jesus Cristo entregou totalmente quando disse: “Pai, Seja feita a Tua Vontade”.
Gautama Buda entregou quando disse: “Descobri que não há eu, que tudo é vazio, que a vida faz tudo por mim”.
Krishnamurti dizia: “O pensamento é passado. Descubra o que está presente Agora”.
Osho disse: “Iluminação acontece quando não há nenhum desejo de ser diferente do que você é.. Então Deus te ilumina com sua graça quando você relaxa e confia”..
O sábio Gurdjieff dizia: “Você não tem um centro. O centro é sua alma. Você é, nesse instante, muitos desejos desconexos. Você tem de trabalhar para descobrir seu centro”.
O sábio hindu Yogananda dizia: “Só um coração que conhece o amor pode ver Deus”.
Um mestre iluminado simplesmente desapareceu como um eu, porque ele não quer mais controlar a vida. Mas ele tem um ego que o ajuda a falar com você. Quando você chama seu nome ele reconhece. A única diferença é que ele conhece os níveis e não se identifica com nenhum, pois ele sabe que não é nenhum nível, mas puramente consciência além de qualquer nível. Consciência que observa os níveis.
Um mestre iluminado vê a vida como uma grande brincadeira cósmica. Vê tudo como uma coisa só, e não julga aquilo que vê. E nota que todas as pessoas são na verdade iluminadas, apenas precisam realizar isto.

*NAMASTÊ*

Publicado originalmente em http://silviarego.blogspot.com.br/search/label/Est%C3%A1gios%20da%20Consci%C3%AAncia

Citação

O ódio, a raiva, o rancor, a tristeza, nascem do medo de não sermos amados, aceitos e valorizados. Nossa essência amorosa é ilimitada, porém, sem consciência plena nos assustamos, doamos desamor com medo de nos tornarmos vulneráveis e frágeis. É necesssário, portanto, reconhecermos e despertarmos nossa origem e capacidade de amar, além do mundo físico.

O ENTRETENIMENTO, A MÍDIA E O CORPO DE DOR

“Se você não tivesse familiaridade com nossa civilização contemporânea,
caso tivesse acabado de chegar de outra época ou de outro planeta, uma das
coisas que mais o impressionariam seria constatar que milhões de pessoas
adoram ver seres humanos matar e infligir dor uns aos outros e chamam isso
de “entretenimento”. E que pagam para ter essa diversão.
Por que os filmes violentos atraem um público tão grande? Existe toda
uma indústria envolvida nessa questão, e uma boa parte dela alimenta o vício
humano da infelicidade. Obviamente, as pessoas assistem a essas produções
porque querem se sentir mal. O que há nos indivíduos que adoram se sentir
mal e dizer que isso é bom? O corpo de dor, é claro. Há uma participação
considerável da indústria do entretenimento nesse processo. Portanto, além da
atitude reativa, do pensamento negativo e do conflito pessoal, o corpo de dor
também usa a tela do cinema e da televisão para se renovar por meio deles.
Corpos de dor escrevem e produzem esses filmes e corpos de dor pagam para
vê-los.
Será sempre “errado” mostrar a violência e vê-la na televisão e no
cinema? Toda essa violência alimenta o corpo de dor? No atual estágio
evolucionário da humanidade, ela não só permeia tudo como se encontra em
ascensão enquanto a antiga consciência egóica, ampliada pelo corpo de dor
coletivo, se intensifica antes da sua inevitável extinção. Se os filmes
apresentam a violência no seu contexto mais amplo, se exibem sua origem e
suas conseqüências, se revelam o que ela causa às vítimas assim como aos
agressores, se mostram a inconsciência coletiva que está por trás dela e como
é passada adiante de geração para geração (a raiva e o ódio que vivem nos
seres humanos na forma do corpo de dor), então eles desempenham uma
função vital no despertar da humanidade. Essas produções podem funcionar
como um espelho em que nossa espécie vê sua própria insanidade. Aquilo em
nós que reconhece a loucura como loucura (até mesmo se é nossa própria
loucura) é sanidade, é a consciência emergente, é o fim da insanidade.
Esses filmes de fato existem e não nutrem o corpo de dor. Alguns dos
melhores filmes contra a guerra são os que mostram a realidade, e não uma
versão glamourosa dos conflitos. O corpo de dor só consegue se alimentar
daquelas produções em que a violência é retratada como um comportamento
humano normal ou até mesmo desejável e daquelas que a glorificam com o
único propósito de gerar emoção negativa no espectador e, assim, se tornar
um “remédio” para o corpo de dor viciado em sofrimento.
Basicamente, os jornais populares não vendem notícias, mas emoções
negativas – alimentos para o corpo de dor. “Atrocidade” ou “Carnificina”,
destaca o título em letras garrafais. Essas publicações se superam nesse
terreno. Sabem que as emoções negativas vendem muito mais exemplares do
que as notícias.
Existe uma tendência nos veículos de informação em geral, incluindo a
televisão, de exacerbar os fatos negativos. Quanto mais as coisas pioram, mais
exaltados se mostram os apresentadores – e a agitação negativa costuma ser
produzida pela própria mídia. Os corpos de dor simplesmente a adoram.”

O Despertar de uma nova consciência, Eckhart Tolle.

A verdadeira harmonia

Publicado orginalmente em http://darma.info/trechos/2006/10/verdadeira-harmonia/

“Há duas maneiras de se encarar rituais. Por um lado, rituais são uma expressão externa de nosso estado interno. Por outro, fortalecemos e reforçamos nosso estado interno com essas ações externas. Obviamente, na verdade não há essas duas coisas, mas sim um todo unificado. Ao praticarmos juntos de maneira sincera, nos tornamos cada vez mais conscientes de que noções como interno e externo não podem ser separadas. Essa consciência é, na verdade, a realização crescente sobre a verdadeira harmonia que permeia tudo.”

Taizan Maezumi, “On Zen Practice”. Tradução da newsletter Tricycle’s Daily Dharma, de 10 de outubro, 2006.

Quem pensamos que somos

Nosso sentido de quem somos determina o que percebemos como nossas necessidades e o que importa na nossa vida – e o que nos interessa tem o poder de nos irritar e perturbar. Podemos usar isso como um critério para descobrir até que ponto nos conhecemos. O que nos interessa não é o que dizemos nem aquilo em que acreditamos, mas o que nossas ações e reações revelam como importante e sério.

Portanto, talvez queiramos nos fazer a seguinte pergunta: o que me irrita e perturba? Se coisas pequenas têm a capacidade de nos atormentar, então quem pensamos que somos é exatamente isto: pequeno. Essa é nossa crença inconsciente. Quais são as coisas pequenas? No fim das contas, todas as coisas são pequenas porque todas elas são efêmeras.

Podemos até dizer: “Sei que sou um espírito imortal” ou “Estou cansado deste mundo louco. Tudo o que quero é paz” – até o telefone tocar. Más notícias: o mercado de ações caiu, o acordo pode não dar certo, o carro foi roubado, nossa sogra chegou, cancelaram a viagem, o contrato foi rompido, nosso parceiro ou parceira foi embora, alguém exige mais dinheiro, somos responsabilizados por algo. De repente ocorre um ímpeto de raiva, de ansiedade. Uma aspereza brota na nossa voz: “Não aguento mais isto.”Acusamos e criticamos, atacamos, defendemos ou nos justificamos, e tudo acontece no piloto automático. Alguma coisa obviamente é muito mais importante agora do que a paz interior que um momento atrás dissemos que era tudo o que desejávamos. E já não somos mais um espírito imortal. O acordo, o dinheiro, o contrato, a perda ou a possibilidade da perda são mais relevantes. Para quem? Para o espírito imortal que dissemos ser? Não, para nosso pequeno eu que busca segurança ou satisfação em coisas que são transitórias e fica ansioso ou irado porque não consegue o que deseja. Bem, pelo menos agora sabemos quem de fato pensamos que somos.

Se a paz é de fato aquilo que desejamos, então devemos escolhê-la. Se ela fosse mais importante para nós do que qualquer outra coisa e se nós nos reconhecêssemos de verdade como um espírito em vez de um pequeno eu, permaneceríamos sem reagir e num absoluto estado de alerta quando confrontados com pessoas ou circunstâncias desafiadoras. Aceitaríamos de imediato a situação e, assim, nos tornaríamos um com ela em vez de nos separarmos dela. Depois, da nossa atenção consciente surgiria uma reação. Quem nós somos (consciência) – e não quem pensamos que somos (um pequeno eu) – estaria reagindo. Isso seria algo poderoso e eficaz e não faria de ninguém nem de uma situação um inimigo.

O mundo sempre se assegura de impedir que nos enganemos por muito tempo sobre quem de fato pensamos que somos nos mostrando o que realmente é importante para nós. A maneira como reagimos a pessoas e situações, sobretudo quando surge um desafio, é o melhor indício de até que ponto nos conhecemos a fundo.

Quanto mais limitada, quanto mais estreitamente egóica é a visão que temos de nós mesmos, mais nos concentramos nas limitações egóicas – na inconsciência – dos outros e reagimos a elas. Os “erros” das pessoas ou o que percebemos como suas falhas se tornam para nós a identidade delas. Isso significa que vemos apenas o ego nos outros e, assim, fortalecemos o ego em nós. Em vez de olharmos “através” do ego deles, olhamos “para” o ego. E quem está fazendo isso? O ego em nós.

As pessoas muito inconscientes sentem o próprio ego por meio do seu reflexo nos outros. Quando compreendemos que aquilo a que reagimos nos outros também está em nós (e algumas vezes apenas em nós), começamos a nos tornar conscientes do nosso próprio ego. Nesse estágio, podemos também compreender que estamos fazendo às pessoas o que pensávamos que elas estavam fazendo a nós. Paramos de nos ver como uma vítima.

Nós não somos o ego. Portanto, quando nos tornamos conscientes do ego em nós, isso não significa que sabemos quem somos – isso quer dizer que sabemos quem não somos. Mas é por meio do conhecimento de quem não somos que o maior obstáculo ao verdadeiro conhecimento de nós mesmos é removido.

Ninguém pode nos dizer quem somos. Seria apenas outro conceito, portanto não nos faria mudar. Quem nós somos não requer crença. Na verdade, toda crença é um obstáculo. Isso não exige nem mesmo nossa compreensão, uma vez que já somos quem somos. No entanto, sem a compreensão, quem nós somos não brilha neste mundo. Permanece na dimensão não manifestada que, é claro, é seu verdadeiro lar. Nós somos então como uma pessoa aparentemente pobre que não sabe que tem uma conta de 100 milhões de reais no banco. Com isso, nossa riqueza permanece um potencial oculto.

Eckhart Tolle – O despertar de uma nova consciência

Auxílios para evoluir

Pode-se dizer que o homem moderno passa pela vida sem realmente percebê-la. Tomem-se como exemplo as pessoas que vivem em áreas de alta poluição atmosférica, como os complexos industriais e as grandes metrópoles, que afirmam que com o tempo não sentem mais o mau odor no ar e deixam de incomodar-se com a irritação nos olhos. Devido a esse acomodamento gradual, processos de degeneração física vão-se tornando crônicos, e o desenvolvimento superior dos sentidos externos e internos vai sendo cerceado.

Por pautar a vida na ação imediatista, tendo em vista apenas o bem-estar pessoal, grande parte dos homens não consegue captar o que realmente se passa dentro de si e a sua volta. Podem estar num ambiente que nos planos sutis seja um potente dínamo de energias cósmicas, mas tampouco se dão conta desses aspectos impalpáveis. Por não se encontrarem em sintonia com a frequência por elas emitida, não se deixam tocar conscientemente por suas irradiações.

O afinamento da capacidade de interagir de modo lúcido com essas vibrações pode ser comparado à sintonização de um aparelho de rádio: para receber determinados sinais é preciso que esteja na frequência correta. Como pode um indivíduo contatar esferas de vida divina se restringe sua realização ao âmbito humano, focalizando prioritariamente a si mesmo e seus ideais? Por isso, o trabalho evolutivo autêntico visa ao alinhamento da consciência com valores transcendentes.

Todavia, deve-se lembrar que, do mesmo modo que os aparelhos de rádio podem ser sintonizados em diferentes frequências, a consciência pode mudar de sintonia e contatar fontes que transmitam estímulos mais elevados. É a atração dos núcleos internos, polarizados em planos superiores, que promove essa mudança. Quando ocorre, a consciência fica diante de uma prova: pode integrar-se à vibração que lhe está sendo revelada, ou permanecer na frequência antiga. Os auxílios para evoluir são sempre ofertados, mas cabe ao eu consciente aceitá-los ou não.

Extraído do livro “Novos Oráculos” – Trigueirinho
Editora Pensamento
Págs. 61 e 62

Publicado originalmente em http://www.trigueirinho.org.br/textos/php/auxilios.php

Consciência e ilusão

“A melhor coisa que você pode fazer para cultivar a verdadeira sabedoria é praticar a consciência
de que o mundo é um sonho”.

“Não leve as experiências da vida tão a sério. Não deixe principalmente que elas o magoem, pois na realidade, nada mais são do que experiências de sonho… Se as circunstâncias forem ruins e você precisar suportá-las, não faça delas uma parte de você mesmo. Desempenhe o seu papel no palco da vida, mas nunca esqueça de que se trata apenas de um papel. O que você perder no mundo não será uma perda para sua alma. Confie em Deus e destrua o medo, que paralisa todos os esforços para ser bem sucedido e atrai exatamente aquilo que você receia”.

Paramahansa Yogananda (5 de janeiro de 1893 a 7 de março de 1952), foi um iogue e guru indiano. É considerado um dos maiores emissários da antiga filosofia da Índia para o Ocidente. Através da Self-Realization Fellowship (SRF), a organização que fundou ao chegar aos Estados Unidos, foi pioneiro ao promover a prática da meditação por meio das lições que os estudantes recebiam em casa, pelo correio, para cumprir a sua missão mundial de difundir as técnicas de Kriya Yoga. Paramahansa Yogananda teve sua singular história de vida imortalizada no best-seller Autobiografia de um Iogue.

A não-violência

“Nós podemos jamais ter força suficiente para ser completamente não-violentos nos pensamentos, palavras e atos. Porém precisamos manter a não-violência como nosso objetivo e progredir fortemente em direção a este objetivo.”

“A não-violência é a maior força disponível da humanidade. É mais poderosa do que a arma mais poderosa de destruição já criada pela ingenuidade do homem.”

“A não-violência é a arma dos fortes.”

“A força não provém da capacidade física. Vem de um desejo indomável.”

“Primeiro eles lhe ignoram, depois lhe ridicularizam, depois lutam com você, e então você vence.”

“Há inúmeras causas as quais estou disposto a morrer, mas nenhuma a qual estou disposto a matar.”

“Olho por olho somente tornará o mundo inteiro cego.”

Mohandas Karamchand Gandhi (Porbandar, 2 de outubro de 1869 — Nova Déli, 30 de janeiro de 1948), mais conhecido popularmente por Mahatma Gandhi (do sânscrito “Mahatma”, “A Grande Alma”) foi o idealizador e fundador do moderno Estado indiano e o maior defensor do Satyagraha (princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto) como um meio de revolução.

Você não é os seus sentimentos

“Estou triste. Quem percebe isso? Estou com medo. Quem percebe isso? Você é a pessoa que percebe isso. Você não é os seus sentimentos”.

“No estado de calma e consciência, se você precisar da mente para um fim prático, ela estará presente. Na verdade a mente funciona muito bem quando a inteligência maior e real que é você se expressa através dela, como uma ferramenta.”

“Aprenda a sentir-se à vontade dentro do não-saber. A mente teme o não-saber, mas um conhecimento mais profundo que não é baseado em qualquer conceito vai emergir desse estado”.

“A mente está sempre querendo alimentar-se para continuar pensando. Ela procura alimento para sua própria identidade, para seu sentido de ser. É assim que o ego se cria e recria continuamente”.

“Você se dá conta de que esse ego é fugaz e passageiro? Quem percebe isso? É o Eu-Sou. Esse é o seu eu mais profundo, que não tem nada a ver com o passado e o futuro. Quando você se dá conta de que existe uma voz na sua cabeça que pretende ser você e não pára de falar, percebe que você vem se identificando com a corrente do pensamento. Quando percebe a existência dessa voz, você compreende que não é essa voz, mas a pessoa que a percebe. Ter liberdade é saber que você é a consciência por trás dessa voz.”

“Ao concentrar toda sua atenção ao momento presente, uma inteligência muito superior à inteligência da mente autocentrada entra no comando da sua vida. Sua ação presente se torna não só muito mais eficaz, como infinitamente mais satisfatória e gratificante”.

“Ao viver através do ego, você faz do momento presente apenas um meio para atingir um fim. Você vive em função do futuro, mas quando atingem seus objetivos eles não te satisfazem. Ou pelo menos não por muito tempo.”

“Quase todo ego tem o que podemos chamar de “identidade da vítima”. Muitas pessoas se vêem de tal forma como vítimas, que essa imagem se torna o ponto central de seu ego. Mesmo que as mágoas sejam muito “justas”, ao assumir a identidade de vítima, você cria uma prisão cujas grades são feitas de formas obsessivas de pensar. Veja o que você está fazendo com você mesmo, ou melhor: Veja o que sua mente está fazendo com você. Sinta a ligação emocional que você tem com sua história de vítima e perceba sua compulsão de pensar e falar a respeito dela. Ao perceber isso, a transformação e a liberdade virão.”

“Reclamar e reagir são as formas preferidas da mente para fortalecer o ego. O eu autocentrado precisa do conflito para fortalecer sua identidade. Ao lutar contra algo ou alguém, ele demonstra pra si mesmo que “isto sou eu” e “aquilo não sou eu”. É comum que países procurem fortalecer sua sensação de identidade coletiva colocando-se em oposição aos seus inimigos.”

“A inveja é um subproduto do ego que se sente diminuído quando algo de bom acontece com outra pessoa, ou ela possui mais, sabe mais, ou tem mais poder do que ele. A identidade do ego depende da comparação. Ela se agarra a qualquer coisa buscando o “mais”, e quando nada disso funciona, a mente fortalece seu ego considerando-se “mais” injustamente tratada pela vida, “mais” doente ou “mais” infeliz do que os outros.”

“O ego precisa estar em conflito com alguém ou com alguma coisa. Isso explica por que, apesar de você querer paz, alegria e amor, não consegue suportá-los por muito tempo. Você diz que quer ser feliz, mas está viciado em ser infeliz. Essa infelicidade não vem dos fatos da sua vida, mas do condicionamento da sua mente.”

“A culpa é outra maneira que o ego tem para criar uma identidade, mesmo que essa identidade seja negativa. O que você fez ou deixou de fazer foi uma manifestação da sua inconsciência na época, o que é natural da condição humana. Mas o ego personifica a situação e diz “Eu fiz tal coisa”, e assim cria uma imagem de si mesmo como ruim, falho e insuficiente. As palavras de Cristo: “Perdoai-os, Senhor, pois eles não sabem o que fazem” podem ser usadas em relação a você.”

Eckhat Tolle – O Poder do Silêncio – Sextante