A borboleta

Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo.
Um homem sentou-se e observou a borboleta por várias horas conforme ela se esforçava,
para fazer com que seu pequeno corpo passasse através daquela fenda.
Num determinado momento pareceu que ela parou de fazer qualquer progresso.
Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguiria fazer mais nada para sair do casulo.
Então, o homem decidiu ajudar a borboleta, pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo.
A borboleta saiu facilmente, mas seu corpo estava murcho e era pequeno e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observar a borboleta porque esperava que, a qualquer momento,
as asas dela se abririam e esticariam para serem capazes de voar, de suportar o corpo.
Nada aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto de sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar. O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço necessário a borboleta para passar através da pequena abertura, era o modo com que Deus fazia com que o fluído do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de modo que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.
Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida.
Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos,
ele nos deixaria aleijados.
Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido e nós nunca poderíamos voar.

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Curso de Reiki I em Charqueadas

Data: 03/05/2015, domingo

Horário: 09:30 às 18 horas

Local: Triunfo, no Centro Espiritualista Luzes do Universo.

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A transformação é sempre coletiva – Lama Padma Samten

Extraído de http://www.cebb.org.br/a-transformacao-e-sempre-coletiva/

 A transformação é sempre coletiva
A transformação é sempre coletiva
Transcrição de três minutos de ensinamentos do Lama Padma Samten durante o retiro de 7 dias em Araras – Petrópolis, Rio de Janeiro, no início de julho de 2013.

“Pensamos que são mundos e condições externas, mas não são mundos externos: é a forma como nossa mente está operando. Então não pense que a gente tenha a possibilidade de avançar sem que o mundo avance junto.

Nos textos budistas, como o Sutra do Diamante, o Buda diz que a iluminação se dá com todos os seres juntos. Quando há a iluminação, todos os seres se iluminam. O bodisatva, quando atinge a compreensão, vê todos os seres manifestando a natureza iluminada também. A gente pode pensar: “Bah, isso não vai dar! Todo mundo junto tem de atingir a iluminação… Isso não vai acontecer nunca!” É porque temos essa visão externa… Mas o mundo já se iluminou muitas vezes. Cada vez que alguém se ilumina o mundo inteiro se ilumina.

Com isso estou trazendo especialmente a importância de praticar metabavana: olhar para os outros seres, aspirar liberação do sofrimento, que eles sejam felizes, aspirar estabelecer relações positivas, não pensar que nossa prática é isolada. É completamente inseparável. Não há possibilidade de nós avançarmos em meio a seres odiosos, doentes, perturbados… Não há essa possibilidade. Se estamos olhando assim, é porque nós não estamos avançando.

Essencialmente isso é sabedoria do espelho — ou seja, o mundo, como ele aparece, espelha as dimensões pelas quais estamos operando. Se queremos saber como é que estamos por dentro, a gente olha como é que está o mundo fora.”

Reflexão final de ano – Monja Coen

Extraído de http://www.monjacoen.com.br/textos/textos-da-monja-coen/1643-dezembro
Texto da Monja Coen publicado no jornal O Globo de 11/12/2014

É preciso usar a energia deste mês para cuidar e exigir cuidado, com ternura. Só assim as festas serão, de fato, boas

Há um clima de festa e de animação.

Há um clima de fim de ano.

Há um clima de estresse e confusão.

O último mês do ano parece mexer com todos nós. Muita gente nas ruas, trânsito pesado, compras, 13º salário, helicópteros sobrevoam as grandes cidades.

Há nevascas no Hemisfério Norte, há enxurradas, enchentes e secas no Hemisfério Sul.

Parece que toda a Terra estremece.

Entretanto, isso acontece apenas na camada mais superficial. Estaria a pele separada da carne, dos ossos e da medula? Intersendo.

Esta camada onde nós, seres humanos, habitamos é a Terra. A Terra imensa, profunda, intensa, viva, respondendo a tudo que nela se passa, inclusive esta camada resfriada onde compartilhamos a vida com outras formas de vida.

Será possível viver sem água, sem sal?

Viver sem vegetais, minerais, animais?

Viver sem ar, sem solo fértil, sem insetos polinizadores?

Somos a vida da Terra.

Cada um, cada uma de nós é não apenas a vida da Terra, mas a vida do cosmos. Se não houver harmonia cósmica, não existimos.

A isso Buda chamava Natureza-Buda.

Natureza Buda é Natureza Iluminada, onde tudo está incluído e nada falta. Nada falta. É assim como é. E está em movimento constante como cada um, cada uma de nós, cada próton, elétron, nêutron. Dança incessante.

O que fazemos, falamos, pensamos é resultado de nossa genética (nossas heranças cromossômicas — seria isso o que os antigos chamavam de vidas anteriores?) e das experiências que passamos durante todo o processo de nossa formação como seres humanos. Desde a maneira como fomos concebidos/as, como estivemos (amados/as ou não) no útero materno, quais as experiências da infância e assim por diante.

Dizem os neurocientistas que 95% da maneira como respondemos à realidade são pré-determinados. Mas há 5% maravilhosamente surpreendentes e indeterminados. Cinco por cento de livre escolha, de surpreendentes respostas (e não reações).

Podemos facilitar mudanças extraordinárias com esses cinco por cento.

Podemos escolher o nobre silêncio à falação insensata. Podemos escolher o contentamento invés do resmungo, da reclamação constante. Podemos meditar e orar invés de nos armarmos e guerrearmos.

Fim de ano é época de reflexão.

Como podemos nos tornar instrumentos de construção de uma Cultura de Paz? Como podemos nos tornar um átomo de paz na Terra?

Observe seus pensamentos, seus pontos de vista, sua interpretação dos acontecimentos nacionais e internacionais. Você é capaz de perceber as intenções até mesmo na escolha das matérias que a mídia (nacional e internacional) seleciona para a humanidade?

Você é capaz de cultivar sentimentos de ternura e respeito a todas as formas de vida, a todas as opções espirituais, a todas as formas de fé e de ateísmo?

Estamos todos e todas interligados, e nossos pensamentos geram pensamentos — individuais e coletivos. Vamos usar a energia deste mês de dezembro para rever valores e atores. Cuidar e exigir cuidado, com ternura, com afeto, com brandura.

A transformação é incessante. Podemos apenas direcioná-la. Que tal direcionar para o bem de todos os seres?

Só assim as festas poderão ser boas.

Eu e minha sombra

“Como tudo na vida, criar uma sombra é um processo. Ninguém procura aumentar o poder da sombra, mas todos nós o fazemos. A sombra aumenta sempre que você recorre ao seguinte:
* Manter segredos de você mesmo ou dos outros. Uma vida secreta dá à sombra material para evoluir. Formas de segredo são negação, fraude deliberada, medo de expor quem você é e condicionamento em função de uma família desequilibrada.
* Fomentar culpa e vergonha. Todos somos falíveis; não há ninguém perfeito. Mas, se você se sentir envergonhado de seus erros e culpado por suas imperfeições, a sombra ganha poder.
* Ser injusto com você mesmo e com os outros. Se você não consegue encontrar um meio de liberar sua culpa e vergonha, é muito fácil concluir que você — e outros — as merece. O julgamento é a culpa usando uma máscara para disfarçar sua dor.
* Precisar de alguém para culpar. Uma vez que você decida que sua dor interior é uma questão moral, não terá problemas em culpar outra pessoa que julgue inferior a você de alguma forma.
* Ignorar as próprias fraquezas ao criticar os que estão à sua volta. Esse é o processo de projeção que muitos não enxergam, nem compreendem muito bem. Mas, sempre que você tenta explicar a situação como um ato de Deus ou do Diabo, você está projetando. O mesmo vale para identificar “eles”, as pessoas más que causam problemas. Se você acredita que o problema está com eles, você projetou seu próprio medo, em vez de assumir a responsabilidade por ele.
* Separar-se dos outros. Se chegar a ponto de sentir que o mundo está dividido entre “eles” e “nós”, você vai naturalmente identificar seu lado como o lado bom e escolhê-lo. Esse isolamento aumenta a
sensação de medo e desconfiança, ambiente em que a sombra prospera.
* Lutar para manter o mal contido. No fundo do ciclo, as pessoas estão convencidas de que o mal está à espreita, em toda parte. O que realmente aconteceu é que os criadores da ilusão estão sendo iludidos por suas próprias criações. Tudo se juntou para dar à sombra um imenso poder.
Demos o primeiro passo para remover o poder da sombra ao expor os processos que a alimentam. Existe uma espiral declinante. Ela começa com o pensamento de que é preciso manter segredos, depois, esses segredos, em vez de permanecerem silenciosamente escondidos, tornam-se a fonte de vergonha e culpa. Entra o julgamento pessoal. É doloroso demais conviver com isso, então, você procura alguém de fora para culpar. A espiral acaba levando ao isolamento e à negação. Quando você se encontrar lutando contra o pecado e o mal, já terá perdido de vista o fato básico que o salvaria (não é a redenção do Diabo). O fato básico é que você ingressou em todo esse processo por vontade própria, fazendo simples escolhas. Sendo assim, para escapar, precisa fazer escolhas opostas. Dividi essas escolhas em quatro categorias, como passos a serem dados: • Pare de projetar. • Desprenda-se. • Abra mão do julgamento pessoal. • Reconstrua seu corpo emocional. As escolhas básicas da vida estão disponíveis para todos. Tornamos as decisões opostas o tempo todo. A sombra nos persuadiu a culpar os outros em vez de assumir a responsabilidade. Ela nos diz que somos indignos de amor e respeito. Promove a raiva e o medo, como reações naturais à vida. Todos nós estamos emaranhados nessas escolhas desastrosas. Elas sufocam nossa vida e tiram toda a alegria. Portanto, nada é mais urgente do que reverter o processo, e quanto mais cedo melhor.”

Techo do livro O EFEITO SOMBRA DEEPAK CHOPRA, DEBBIE FORD E MARIANNE WILLIAMSON

ESTÁGIOS DA CONSCIÊNCIA

A consciência é uma só, mas ela se manifesta em vários níveis. Quando a consciência se manifesta, cada nível tem uma freqüência de onda diferente. Tudo no universo está em movimento, em constante vibração, o que significa que tudo se inter-relaciona através de uma vibração característica.
Como todos os sete estágios da consciência estão presentes no ser humano, a questão não é em que estágio ele está, mas em qual ele está funcionando AGORA. Qual está sendo a sua possibilidade AGORA. Porque num próximo momento você pode estar funcionando a partir de um outro prisma de consciência.
Nós todos flutuamos por esses estágios. Num dia só podemos estar uma hora com medo de não ter dinheiro no futuro e não ter onde morar (o medo do primeiro estágio), e depois de uma hora ter medo de ficar sozinho (o medo básico do segundo estágio), e mais adiante ter medo de perder o controle da vida ou uma profunda falta de confiança diante de tudo (terceiro estágio).
Esse artigo é só para brincar com esses conceitos e ver como a nossa mente reage diante dos outros e dos acontecimentos. Em cada nível a mente percebe o mundo de uma maneira. Aquele que vê o mundo com os olhos do amor e da compaixão abriu seu coração, e está funcionando do quarto nível para cima, muito diferente da pessoa que está só com medos da vida, sentindo-se separada de Deus, desamparada e solitária. Mas são apenas níveis mentais, não são realidades fixas.
Sempre a questão é: Quais os meus níveis preponderantes? Quais os meus níveis habituais? É apenas para isso que ajuda falar desses níveis. E para notarmos que cada um deles é natural acontecer. O universo é inteligente. Você já notou que seu cabelo cresce sem você controlar? E que sua unha cresce, seu sangue circula, sua respiração acontece, sem você escolher? O universo é mágico e surpreendente. Quantas coisas estão acontecendo e não sendo feitas por nós, seres humanos. Por que nós achamos então que podemos controlar tudo que acontece ao redor?
Cada nível tem sua função e é perfeito em si mesmo. Nós somos os vários níveis. Nós precisamos conhecer bem alguns níveis, pois todos são importantes na evolução da consciência.
Não é uma questão de que você não deveria ter medo. Nós precisamos sentir medo para então conhecermos o seu oposto. O oposto do medo é o Amor. Como o branco pode ser conhecido sem o preto? Como o baixo pode ser conhecido sem o alto? Como o alegre pode ser conhecido sem o triste? Como o sucesso pode ser conhecido sem o fracasso? Se você não tem o contraste, não pode conhecer. Sem os três primeiros níveis de consciência, não é possível conhecer os demais. É do carvão que nasce o diamante.

Os sete níveis ou estágios:

O primeiro estágio da consciência humana é caracterizado pela sobrevivência. Um teto onde morar, algo para comer. É a base para a formação do ser humano. Um corpo sadio e saudável.
O segundo estágio da consciência é caracterizado pelo desejo de sexo e poder. O desejo de dominar, competir, e o sexo pelo sexo. Não há encontro de dois seres, apenas o encontro de dois corpos. Se para preencher seu vazio a pessoa precisa estar sempre no controle de tudo, ela estará funcionando a partir do segundo nível de consciência. A mente vive sob o império do medo neste estágio. Medo de perder o controle. Medo de não possuir o outro. Medo de perder o poder.
O terceiro estágio tem como marca os relacionamentos. Um relacionamento mais profundo que no segundo estágio, porque agora, além do sexo, há ternura, carinho, amor, atenção e cuidado. É claro, há também posse, controle, inveja, ciúme e infinitas possibilidades a mais que o segundo estágio. A grande maioria dos relacionamentos de amor que conhecemos se comporta dessa maneira: marcante troca de sentimentos que variam de bons a ruins.
O quarto estágio é o Amor. Aqui a consciência humana experimenta o Amor. Este amor não é uma alternância entre amor e ódio. É um Amor, com letra MAIÚSCULA. Neste nível funcionamos numa entrega à vida. Este é o chamado chacra do coração. Você vê a vida como um milagre vivo. Há vislumbres do amor que as pessoas são, porque quando a mente está funcionando neste quarto nível de consciência muitos problemas e dificuldades desaparecem.
Há um engano de que podemos mudar os nossos problemas. Os problemas não desaparecem. Na verdade o que acontece é que você funciona em outro nível de consciência. É como um filme. Às vezes é aventura, outras é drama. O que muda é o filme. A percepção de tudo muda.
Quando a percepção da mente muda, tudo é visto de uma outra forma. Porque o mundo e a vida são o conjunto de crenças e sentimentos pessoais que temos sobre o mundo e a vida. Aquilo que penso ou sinto é minha percepção. Mas há outras maneiras de sentir e ver as mesmas coisas.
Mas o quarto nível é muito frágil. Nele ainda é fácil se identificar com os problemas e conflitos dos três primeiros níveis.
Os estágios são regidos por sentimentos e pensamentos: medo, amor, culpa, ansiedade, leveza … Estes são os filmes, o que diferenciam um nível da mente para outro.
Mas quem é você neste caso? Um nível da mente ou aquele que percebe que os níveis mudam?
Se você percebe que os níveis mudam e que você está se identificando ora com um, ora com outro, note que a mudança de foco criará uma nova percepção em você. Se você é aquele que vê o filme, aquele que nota que os níveis mudam, você é a pura consciência que vê.
Essa pura consciência que vê chamamos de observador. A meditação é o início desse novo ponto de vista.
No quinto nível vibratório da mente você nota que há um observador que se identifica com a mente. Ou seja, você percebe que há algo em você que observa e que não é aquilo que observa. Este observador foi chamado por algumas religiões de Espírito Santo.
Quando você percebe que este observador é você, e você não é quem você pensava que era (o ator dos 3 primeiros níveis), então você está tomando consciência do quinto nível, que é pura observação sem julgamento, pois não há conceitos a serem julgados neste nível.
O quinto nível vê os 4 primeiros níveis sem julgar, comparar, analisar, comentar, opinar, usar lógica ou argumentar. O quinto nível é pura observação. É a prática da meditação em essência. Os buscadores aprendem a observar os pensamentos, sentimentos e sensações corporais sem julgar “bom ou mau”, e a isso chamam de meditação.
Quem julga são os quatro níveis primeiros – A MENTE CONSCIENTE, que está sempre em comparação. É o nível do ego ativo. Se você apenas nota a mente julgar, você aprende devagar a separar o julgador, do observador que percebe o julgador.
Quando aprendemos que quem está julgando é sua mente e que o quinto nível é puro silêncio, e cheio de amor, percebemos que pensamentos e sentimentos só incomodam quando nos identificamos totalmente com eles. Aprender a se desidentificar dos pensamentos e sentimentos passados é meditar. Os pensamentos e sentimentos estão lá, mas não são mais controlados pelo ego. E um milagre acontece: toda aquela energia que estávamos colocando para fora é guardada dentro. É por isso que as pessoas dizem que a yoga e a meditação ajudam a conservar energia. A mente fica mais clara e deixa de criar problemas desnecessários.
Dizem os sábios, que os sexto e sétimo estágios são experienciados pela graça divina. “Você não pode fazer nada para alcançar a iluminação”, dizia Buda. Porque a iluminação é uma entrega total a Deus.
Jesus Cristo entregou totalmente quando disse: “Pai, Seja feita a Tua Vontade”.
Gautama Buda entregou quando disse: “Descobri que não há eu, que tudo é vazio, que a vida faz tudo por mim”.
Krishnamurti dizia: “O pensamento é passado. Descubra o que está presente Agora”.
Osho disse: “Iluminação acontece quando não há nenhum desejo de ser diferente do que você é.. Então Deus te ilumina com sua graça quando você relaxa e confia”..
O sábio Gurdjieff dizia: “Você não tem um centro. O centro é sua alma. Você é, nesse instante, muitos desejos desconexos. Você tem de trabalhar para descobrir seu centro”.
O sábio hindu Yogananda dizia: “Só um coração que conhece o amor pode ver Deus”.
Um mestre iluminado simplesmente desapareceu como um eu, porque ele não quer mais controlar a vida. Mas ele tem um ego que o ajuda a falar com você. Quando você chama seu nome ele reconhece. A única diferença é que ele conhece os níveis e não se identifica com nenhum, pois ele sabe que não é nenhum nível, mas puramente consciência além de qualquer nível. Consciência que observa os níveis.
Um mestre iluminado vê a vida como uma grande brincadeira cósmica. Vê tudo como uma coisa só, e não julga aquilo que vê. E nota que todas as pessoas são na verdade iluminadas, apenas precisam realizar isto.

*NAMASTÊ*

Publicado originalmente em http://silviarego.blogspot.com.br/search/label/Est%C3%A1gios%20da%20Consci%C3%AAncia

As emoções e o corpo

“O seu corpo não é simplesmente físico. Muitas coisas penetraram nos seus músculos, na estrutura do seu corpo, por meio da repressão. Se reprimir a raiva, o veneno vai para o seu corpo. Vai para os músculos, vai para o sangue. Quando você reprime alguma coisa, isso deixa de ser apenas um fenômeno mental e passa a ser físico também — porque, na verdade, você não está dividido. Você não é corpo “e” mente; você é corpomente, psicossomático. Você é as duas coisas ao mesmo tempo. Portanto, qualquer coisa impingida ao corpo afeta a mente e qualquer coisa impingida à mente afeta o corpo. Corpo e mente são dois aspectos da mesma entidade.

Por exemplo, quando fica com raiva, o que acontece com o corpo? Sempre que você fica com raiva, alguns venenos são liberados no seu sangue. Sem esses venenos você não enlouqueceria a ponto de ficar encolerizado. Você tem certas glândulas no corpo e essas glândulas liberam determinadas substâncias químicas. Ora, isso é científico, não é só filosofia. O seu sangue fica envenenado. É por isso que, se tomado de raiva, você pode fazer coisas que normalmente não faria. Quando está com raiva, você consegue empurrar uma grande rocha — o que não conseguiria normalmente. Você mal consegue acreditar depois, ao ver que conseguiu empurrar a rocha, atirá-la longe ou erguê-la. Quando volta ao normal, você não consegue mais erguê-la, porque já não é mais o mesmo. Certas substâncias químicas estavam circulando na corrente sanguínea, você vivia um estado de emergência; toda a sua energia foi canalizada para a ação.

Mas, quando um animal fica enraivecido, ele simplesmente fica enraivecido. Ele não tem nenhuma moralidade quanto a isso, nada lhe foi ensinado a respeito; ele simplesmente fica enraivecido e a raiva é expressada. Quando você fica com raiva, a sua raiva é parecida com a de qualquer animal, mas então existe a sociedade, a moralidade, a etiqueta e milhares de outras coisas. Você abafa a raiva. Tem de mostrar que não está com raiva, tem de sorrir um sorriso falso. Você força um sorriso e abafa a raiva. O que acontece com o seu corpo? O corpo está pronto para brigar — ou brigar ou tugir do perigo, ou enfrentá-lo ou fugir dele. O corpo está pronto para fazer alguma coisa — a raiva é só a prontidão para fazer alguma coisa. O corpo ia ser violento, agressivo.

Se você pudesse ser violento e agressivo, então a energia seria extravasada. Mas você não pode — não é conveniente, por isso você a abafa. Então o que acontecerá com todos esses músculos que estavam prontos para ser agressivos? Eles ficarão atrofiados. A energia os está pressionando para serem agressivos e você está fazendo uma pressão contrária para que não sejam. Haverá um conflito. Nos seus músculos, no seu sangue, nos tecidos do seu corpo haverá um conflito. Eles estão prontos para expressar algo e você os pressiona para que não se expressem. Você está reprimindo os seus músculos. Então o corpo fica atrofiado. Isso acontece com todas as emoções, dia após dia, durante anos. Então o corpo fica todo atrofiado. Todos os nervos ficam atrofiados; deixam de fluir, não são mais caldais, não estão mais vivos. Eles ficam mortos, foram envenenados e ficaram todos emaranhados. Não são mais naturais.

Olhe qualquer animal e veja a graça do corpo dele. O que acontece ao corpo humano? Por que não é tão gracioso? Todo animal é gracioso — por que o corpo humano não é? O que lhe aconteceu? Você tem feito algo a ele. Você o tem destroçado, e a espontaneidade natural do seu fluxo já não existe mais. Ele ficou estagnado. Em todas as partes do seu corpo existe veneno. Em todos os músculos do seu corpo existe raiva reprimida, sexualidade reprimida, ganância reprimida, ciúme, ódio. Tudo é reprimido ali. Seu corpo está realmente doente.

Os psicólogos dizem que criamos uma armadura em torno do corpo e essa armadura é o problema. Se lhe permitem expressão total quando está com raiva, o que você faz? Quando está com raiva, você começa a ranger os dentes; você quer fazer alguma coisa com as unhas e com as mãos, porque é desse modo que a sua herança animal expressa a raiva. Você quer fazer alguma coisa com as mãos, destruir algo. Se não faz nada com os dedos, eles ficam atrofiados; perdem a graça, a beleza. Não serão mais membros vivos. E o veneno fica represado ali, por isso, quando você dá a mão a alguém, não acontece um toque de verdade, não existe vida, as suas mãos estão mortas.

Você consegue sentir isso. Toque a mão de uma criança pequena: há uma diferença sutil. Se a criança não quer dar a mão a você, ela não força; se retrai. Não dará a você uma mão morta, simplesmente tirará a mão. Mas, se ela quer lhe dar a mão, você sente como se a mão dela estivesse derretendo na sua. O calor, o fluxo — como se a criança toda estivesse vindo para a sua mão. Com o próprio toque ela expressa todo o amor que é possível expressar.

Mas a mesma criança, ao crescer, dará a mão como se ela fosse apenas um instrumento morto. Ela não acompanha esse movimento, ela não flui por meio dele. Isso acontece porque existem bloqueios. A raiva está bloqueada, e, de fato, antes que a mão possa ganhar vida novamente para expressar amor, ela terá de passar por uma verdadeira agonia, terá de passar por uma expressão profunda da raiva. Se a raiva não for extravasada, ela bloqueará a sua energia, não deixando o amor fluir.

Todo o seu corpo ficou bloqueado, não só as mãos. Por isso você pode abraçar alguém, pode aproximar alguém do seu peito, mas isso não significa que esteja aproximando essa pessoa do seu coração. São duas coisas diferentes. Você pode aproximar alguém do seu peito — esse é um fenômeno físico. Mas, se você tem uma armadura em torno do coração, tem um bloqueio emocional, então a pessoa continuará tão distante quanto antes; nenhuma intimidade é possível. Mas, se realmente trouxer a pessoa para perto de você, sem que exista nenhuma armadura, nenhum muro entre você e ela, então o seu coração se derreterá no coração dela. Haverá uma fusão, uma comunhão.

Quando o seu corpo voltar a ser receptivo e não houver nenhum bloqueio, nenhum veneno em torno dele, você estará sempre envolvido por um sentimento sutil de alegria. Seja o que for que esteja fazendo ou deixando de fazer, o seu corpo sempre estará envolto numa sutil vibração de alegria. Na realidade, a alegria só significa que o seu corpo é uma sinfonia, nada mais — que ele está num ritmo musical, só isso. Alegria não é prazer; o prazer sempre deriva de outra coisa. A alegria é simplesmente ser você mesmo — estar vivo, absolutamente vibrante, vital. O sentimento de que há uma música sutil em torno do seu corpo e dentro dele, uma sinfonia — isso é alegria. Você fica alegre quando o seu corpo está fluindo, quando ele é como o fluxo de um rio.”

Osho, em “Saúde Emocional: Transforme o Medo, a Raiva e o Ciúme em Energia Criativa”

Publicado originalmente em http://www.palavrasdeosho.com/#ixzz32qtKMfol

Expansão da consciência e inconsciente

“A expansão da consciência não dá saltos. O inconsciente milenar confunde vossos
comportamentos e pode vos prejudicar o discernimento. Como num iceberg cuja maior parcela
está oculta pelo oceano: a parte visível desse bloco de gelo é vossa consciência atual e a gigantesca
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porção submersa é o vosso inconsciente, afundado nas experiências contraditórias e imorais do
passado remoto. Com regularidade, acontece desse iceberg enorme se mover na direção contrária à
do vento consciencial da superfície, uma vez que as profundas correntes marítimas da mente
espiritual oceânica são mais fortes e o levam atavicamente em outra direção. Nessa mera
exemplificação, podeis concluir de vossas ilusões costumeiras.
Por trás da realidade que se expressa no universo de vossos sentidos, há uma unidade
subjacente que vos tange qual iceberg submerso no oceano cósmico, incentivando vossas
potencialidades divinas ainda latentes. O conjunto da vida e das formas não passa de pequenas
expressões de uma realidade maior, que não está ligada diretamente com nenhuma das religiões,
filosofias ou doutrinas da Terra, mas em todas ao mesmo tempo, pela fragmentação .transitória
desse Todo: “”Tendo criado o Universo com um fragmento de Mim mesmo, Eu permaneço
indiviso”, afirma a deidade no Bhagavad Gita.”

Extraido do livro “Jardim dos Orixás”, Ramatís psicografado por Norberto Peixoto.

A dificuldade não está na prática

As pessoas costumam reclamar que a prática (espiritual) é difícil, que envolve muito esforço, que não conseguem se adaptar, podendo pensar que isso não é para elas… Mas a dificuldade não está na prática em si, está nos hábitos das pessoas. Pegue por exemplo os fumantes. Eles reclamam que não fumar é muito difícil. Para as pessoas que não fumam, não é nem um pouco difícil. É importante ter claro na mente que a dificuldade não está na prática, mas nos hábitos que fomos cultivando e que nos impedem de praticar.

Jigme Khyentse Rinpoche

Publicado originalmente em http://darma.info/trechos/2006/11/dificuldade-no-est-na-prtica/